1 - É MAIS EFETIVO A CRIANÇA CRIAR ANTICORPOS POR MEIO DA DOENÇA DO QUE PELA VACINA?


MITO


       As vacinas estimulam o sistema imunológico a produzir uma resposta ao vírus, mas sem trazer qualquer risco ao paciente, enquanto a doença pode resultar em inúmeras complicações, deixando sequelas e, em casos mais graves, levando à morte. Melhor se garantir com o imunizante



2 - A VACINA CONTRA A COVID-19 ALTERA O DNA DAS CRIANÇAS?


MITO


       Essa informação não tem base científica. A vacina da Pfizer possui uma plataforma de RNA que é uma substância que circula no citoplasma da célula. Nosso código genético, ou seja, nosso DNA, localiza-se nos núcleos das células, portanto tal informação não possui nenhuma plausibilidade biológica, e nenhuma vacina tem esse poder.



3 - AS VACINAS TÊM SEGURANÇA COMPROVADA PARA CRIANÇAS.


VERDADE


       Diversos estudos comprovam a segurança e a eficácia das vacinas em crianças.

       O imunizante da Pfizer, que começaram a ser aplicados em criançasbrasileiras, foi aprovado pelas agências reguladoras dos Estados Unidos e da Europa, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é um órgão extremamente sério e competente no Brasil.

       A vacina foi testada em milhares de crianças, comprovando sua segurança e eficácia. Nos países em que a vacinação de crianças já está acontecendo, como os Estados Unidos, não há relatos de casos adversos de preocupação. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) também recomendam a imunização.



4 - VACINANDO MEU FILHO, AJUDO A PROTEGER TAMBÉM A POPULAÇÃO NO NOSSO ENTORNO?


VERDADE


       É o chamado "efeito rebanho". Muitas pessoas não podem tomar vacinas, por motivos como gestação, imunodepressão (causada por alguma doença ou por um tratamento quimioterápico), histórico de alergia à vacina ou baixa idade. Quando a população de seu entorno que pode tomar as vacinas está imunizada, cria uma espécie de barreira de proteção que impede que o vírus entre naquela comunidade

e chegue às suscetíveis.



5 - SE MEU FILHO FOR VACINADO E FICAR DOENTE, QUER DIZER QUE A VACINA NÃO FUNCIONOU?


MITO


       As vacinas chegam a 95% de efetividade e, apesar de ter eficácia bastante alta, existe um pequeno risco de contrair o vírus. A boa notícia é que se há uma cobertura alta da população, é possível que haja o bloqueio da doença.



6 - VACINAS PODEM CAUSAR REAÇÕES, COMO FEBRES E INFLAMAÇÃO LOCAL?


VERDADE


       Toda vacina é um elemento estranho entrando no corpo, é normal que o organismo reaja a elas. Febre baixa é a reação mais comum, facilmente controlada com analgésicos prescritos pelo médico assistente da família e com banhos mornos. Coceiras na pele também podem ocorrer. Neste caso, é importante observar sua severidade e, se piorarem ou demorarem a passar, procurar ajuda médica em um pronto-socorro para verificar se é provocada por uma reação a algum componente da vacina (evento que não é tão comum).



7 - VACINA PODE CAUSAR MIOCARDITE?


MITO


       As crianças que são infectadas pelo coronavírus possuem de 10 a 17 vezes mais chances de desenvolver uma miocardite do que as que tomam a vacina. O risco de ocorrência de miocardite em crianças na faixa etária entre 5 e 12 anos é, em média, de um caso para um milhão de doses. Mesmo que venham a ter essa complicação em função do imunizante, ela se apresenta de forma muito mais branda e com uma evolução melhor do que a causada pelo vírus, sem sequelas e autolimitada.



8 - A CRIANÇA NÃO DEVE RECEBER OUTRA VACINA NO MESMO DIA EM QUE FOR IMUNIZADA CONTRA COVID-19?


VERDADE


       Neste primeiro momento, a recomendação do Ministério da Saúde é manter o intervalo de 15 dias entre as vacinas do Programa Nacional de Imunizações (PNI), apenas como uma medida de cautela e de melhor avaliação de eventuais eventos adversos. Em criança que apresentou COVID-19, o intervalo recomendado é de 30 dias para vacinação após o fim da quarentena.



9 - A VACINAÇÃO EM CRIANÇAS É DESNECESSÁRIA, A MORTALIDADE DESSA FAIXA ETÁRIA É INSIGNIFICANTE.


MITO


       Mais de 300 crianças morreram de Covid-19 desde o início da pandemia no Brasil, sendo a doença passível de prevenção por vacinas que mais mata crianças no país. Além de ser um ato de irresponsabilidade, não vacinar crianças coloca em risco meninos e meninas desse grupo que apresentam alguma comorbidade e são grupo de risco. Vacinar é um ato de amor e de garantir um crescimento seguro.